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O arquiteto Felipe César Santana relata a experiência que teve ao visitar o Artesanato Cerâmico do Poty Velho. Para o autor, a nova experiência foi conhecida através de uma colega de profissão.

“Vou abrir um parênteses aqui, deixa a viagem de bicicleta um pouco de lado para falar um pouco sobre o Artesanato Cerâmico do Poty Velho, que ouvi falar através da minha amiga Raquel, teresinense, colega de profissão e também simpatizante da bicicleta como meio de transporte.

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Em primeiro momento até imaginava o que iria encontrar, pois estou acostumado a ver peças cerâmicas, em sua maioria, com forma de bichos, plantas e outras coisas que eu considero pouco criativas, não representa a cultura local no aspecto da imagem e é fácil de ver por todo o nordeste, as vezes mudando somente o nome da cidade.

Enfim, voltando ao que interessa, em um belo dia fui para o tão falado e bonito encontro dos rios Poti e Parnaíba e na volta, já começava a ver as cerâmicas expostas na frente de pequenas casas, do tipo que descrevi acima, a medida que fui chegando no Pólo Cerâmico aumentavam a quantidade, até que ao passar pela frente eu reparei em umas mandalas de cerâmica muito bonita, algumas com desenhos rupestres, representando o estado do Piauí e mais especificamente a cidade de São Raimundo Nonato, local onde foram encontrado o mais antigo resquício do homem na América do sul.

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Esse tipo de cerâmica tinham somente em 3, ou talvez 4 lojas do pólo, fiquei bastante impressionado com a qualidade do acabamento das peças, por ser Arquiteto e conhecer o ramo da decoração, de imediato reconheci o valor daquele trabalho, cerâmicas de alta qualidade e ao mesmo tempo que são finas não perdem o toque de rusticidade. São ótimas e combinam praticamente com todos os ambientes, seja ele residencial ou comercial”.

Fonte: EcoViagem

Texto: Felipe César Santana